sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prólogo "ainda naum escolhi o nome"

A luz do sol entrava no meu quarto me impedindo de dormir, droga, minha mãe provavelmente deveria tê-la deixado aberta de proposito. Hoje seria o grande dia, em que eu iria acabar com a minha vida, é claro...

Teria que passar o verão inteiro com o meu pai, ele morava bem perto do fim do mundo eu acho, lá não tinha simplismente nada! Não ia pra la desde que tinha uns 6 anos, ele abandonou a mim e a minha mãe, não via motivo para voltar a vê-lo.

Faria isso por obrigação, minha mãe iria viajar a trabalho e eu não tinha onde ficar, ela não me deixava ficar sozinha, por Deus, eu não era mais uma criança, ja tinha 16 anos! De qualquer jeito, tinha que ver meu pai outra vez algum dia.

-Bom dia Filha! -Falou minha mãe entrando no quarto. -Está empolgada para viajar?

-Claro mãe, sou a empolgação em pessoa! - Falei com um sorriso falso nos lábios, logo depois cobri o meu rosto com o travesseiro, não havia ninguém que me tiraria do quarto a essa hora!

***

Depois de ouvir minha mãe se lamentando e me mandando ligar para ela todos os dias entrei no avião, a viagem foi bem rápida, mas não consegui dormir um segundo sequer. Estava tensa, tinha acabado de deixar minha vida para trás, baladas, amigos, compras... Para minha sorte ainda tinha o meu notebook, não sei o que seria sem ele.

Logo que desci do avião me deparei com a realidade, havia verde por todo lado e eu sabia que ainda nem tinha chegado em Forks. Senhor, o que eu fiz para mereçer?? Charlie me esperava com uma placa na mãe escrito em letras maiúsculas "Isabella" cara, ele achava que eu era o que? autista?

Não consiguia chamar Charlie de pai a muito tempo, desde que ele foi embora sem dar explicações, lembro-me do dia como se fosse hoje, acordei sem meu pai em casa, pensei que tinha ido a algum canto, mas percebi que ele não voltaria depois de longos anos. É.. que eu tenha sorte nesse verão, por que sinceramente, eu vou precisar!

(continua...)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capítulo 7

Havia se passado algum tempo desde que falei com o Sr. Cullen, mesmo assim, suas palavras não saiam de minha cabeça. Lembrava-me de cada letra, mas não sabia o motivo real para ele ter me dito aquilo, ele foi tão ruim com a minha família que mesmo que eu quisesse corresponder aos seus sentimentos, não seria capaz de tal ato.

Se passou um dia, li um pouco para entar me acalmar, mesmo assim, de nada adiantava, ja estava me preparando para dormir, começei a olhar pela janela e foi então que senti uma presença estranhamente conhecida no quarto. Sabia que era ele, mas não me virei para vê-lo.

-Eu vim lhe deixar isto. - Foi a única coisa que ele disse, quando me virei em sua direção, ele não estava mais lá, ao invés de Edward, encontrei uma carta sobre o criado mudo do quarto.

Isabella,

Não reafirmarei os sentimentos que lhe foram tão repulsivos, mas se me permite, me defenderei das duas acusações que jogou contra mim. Meu pai amava o Sr. Wickham como um filho, e em conta disso lhe deixou um generoso benefício, mas depois da morte de meu pai ele disse que não tinha a obrigação de acatar ordens, ele exigiu a sua herança e acabou com ela em alguns dias no jogo. Depois me enviou uma carta pedindo mais dinheiro, o que eu prontamente neguei, isso lhe deixou muito irritado.

No verão passado ele nos procurou, declarando um intenso amor por minha irmã, a quem ele convenceu a fugir com ele. Ela vai herdar 30 mil libras, quando ficou claro de que ele não ficaria com nenhum centavo, ele a abandonou, não preciso dizer o quão grande era o seu desespero, na época ela ainda tinha 15 anos.

Quanto ao outro motivo, ao Sr. Bingley (N/A: É o Emmet) e a sua irmã, embora os motivos que me giaram possam parecer insuficientes, foi a serviço de um amigo.

Com carinho,

Edward.


-Bella. - Pude ouvir Ângela me chamando.

Escondi rapidamente a carta atrás de mim. Ainda aflita pelo que tinha acabado de ler.

-Você está bem? -Ela perguntou.

-Eu não sei dizer.

***

-Bella, que bom que voltou, seus tios vinheram com Rose de Londres, ela esta na sala. - Falou mamãe, enquanto eu entrava em casa.

-Como ela está? - Perguntei.

-Veja você mesma, vá até a sala.

Consegui ver Rose sentada no sofá, ainda estava meio abatida, mas havia melhorado muito.

-Bella! -Ela correu até mim, me recebendo com um grande abraço.

-Rose, que bom vê-la irmã, como você está?

-Eu superei Bella, se eu vê-lo na rua nem irei me importar. - Falou docemente, mas sabia que aquilo não era verdade. -Londres é tão divertido.. a tanta diverssão.

Foi neste momento que kitty apareceu na porta aos prantos. "Eu merecia ir tanto quanto você! Isso é tão injusto.." Gritava Kitty, não estava entendendo nada.

-Bella, irei viajar com os Forsters, eles me chamaram e não chamaram a Kitty. - Falava Alice radiante de tanta felicidade. - Kitty, você sabe que eu sou melhor companhia..

-Oh meu deus, irei jantar com militares todos os dias, que roupas devo levar? ´-Perguntava Alice.

***

-Papai, não pode deixar Alice ir! -Falei, estamos conversando na biblioteca agora, tinha que ter uma maneira de fazê-lo mudar de ideia.

-Você sabe que Alice não ficará contente até se mostrar a todas Bella, não devemos esperar que ela não seja inconveniente. Ela é muito zombateira.

-Papai, ela será marcada como uma tola. É tão nova.. por mais que eu a ame e adore seu ar de felicidade, não a posso deixar passar vergonha. -Falei.- Kitty vai querer imita-la como sempre faz, será um desastre!

-Bella, não teremos paz se ela não for..

-Paz? É só com isso que se preocupa? É perigoso! - Minha voz ja havia subido um tom quando disse aquilo, estava perplexa com sua atitude.

-Se Alice parecer pior do que ela ja é, então deveremos tranca-la para sempre. - Ele simplismente disse. (n/a: tadinha da Alice gente..)

O que? Como papai tinha coragem de dizer algo tão absurdo? Sem conseguir me conter, levantei e sai da biblioteca.

Chegando na sala encontrei todos, inclusive meus tios, estavam tomando chá.

-Bella, venha nos acompanhar? - Falou titia.

-O distrito de Peak não é Brighton, os militares de lá são muito burros. - Continuava a falar o titio. - Isso deve influenciar sua decisão.

-Bella, querida, venha conosco para Peak, é bom que você respire um pouco de ar puro!

- Lá deve ser tão lindo! - Falou Mary- O que são homens comparados a pedras e montanhas?

-Os homens são seres consumidos por sua arrogância e estupidez e quando são amáveis não conseguem nem tomar suas próprias decisões. - Falei simplismente, estava certa de que eram todos iguais, nenhum realmente tinha valor.

-Cuidado meu bem, isso tem um forte sabor de amargura. -Falou titia, enquanto comia mais um pãozinho que estava na mesa.

***

Estava pensando se iria a Peak ou não com meus tios, eu e Rose já nos encontravamos deitadas, mas nenhuma de nós conseguia dormir.

-Eu vi Edward quando fui visitar Ângela, Rose. -Falei, sem saber o motivo para tal.

-Por que não me contou? Ele mencionou algo sobre o Sr. Bingley? - Perguntou Rose.

-Ele não disse nada. Boa noite Rose.

-Boa noite.

Apaguei a vela e então cai na inconciência.

***

Tinha optado por ir a Peak com meus tios, tinhamos acabado de chegar ao local. A vista era esplêndida, nunca tinha visto algo tão lindo em minha vida. Neste momento, estava a beira de um precipicio, literalmente, a brisa batia com velocidade em meus cabelos, trazendo uma ótima sensação. Lá era cercado´por montanhas, cobertas por roxas e grama, o verde era de um tom tão belo.. a vista me deixava calma.

A carruagem tinha quebrado, então estavamos esperando meu tio a concertar.

-Onde estamos exatamente? - Perguntei.

-Bem perto de Pemberly eu acho. - Falou tia Judith.

-Perto da casa do Sr. Cullen?- Perguntei, não podia ser verdade...

-Lá é muito bonito, tem um lago cheio de peixes, estou ancioso por ir lá. -Falou o tio Peter.

-Não, não vamos lá! - Quando me dei conta de que havia gritado ja era tarde demais..

-Ele é tão.. ele é tão.. tão..

-Tão o que Bella? -Perguntou tia Judith.

-Ele é tão rico. - Falei a primeira coisa que veio em minha cabeça, mesmo sabendo que não tinha nada a ver com a situação.

Ficamos conversando por longos minutos, no final acabei cedendo e fomos para casa de Edward. Só concordei com isto pois tio Peter afirmou que ele não estaria lá.

Estavamos parados em frente a bela casa dos Cullen's, um sorriso se formou involuntariamente em meus rosto, quando olhei para os lados percebi meus tios boquiabertos.

Entramos rapidamente na casa, ela era aberta a visitação. Cada comôdo pelo qual eu passava mais surpresa ficava, era tudo tão lindo! Os corredores eram muito altos e os pisos era pretos e brancos, haviam quadros por toda parte.

-Meu Deus, ai meu deus.. - Falei quando começei a olhar para o teto, eram as pinturas mais bonitas que eu ja tinha visto, o teto era repleto por pinturas de anjos, em todas as cores e formatos, era magnifico.

Entramos em uma sala em que tinham muitas estátuas, todas eram brancas, não conseguia esconder o quão encantada estava, sabia que meus tios conversavam com a camareira, mas não conseguia sequer prestar atenção na conversa deles.

Foi então que avistei a estátua dele, era idêntica, os minimos detalhes do seu rosto esculpidos em gesso. Tão lindo.. Os cabelos desgrenhados, o queixo quadrado, tudo tão perfeito.

- Que belo rosto! -Falou a tia Judith. -Bella, você acha que está parecido?

-A jovem lady conhece o Sr. Cullen?- Perguntou a camareira docemente.

-Só um pouco.- Respondi.

-A senhorita não o acha um homem bonito?

-Sim. Sim, ouso dizer que sim. - Falei em um sussurro.

-Está é a irmã dele, Srt. Georgiana. - Falou a camareira apontando para outra estátua.

Mesmo sem tirar os olhos de "Edward" perguntei:

-Ela se encontra em casa?

Entrei em outra sala, notei o som de uma canção se formando, sem conter minha curiosidade, olhei pela brexa da porta de onde vinha a música, era linda! Georgiana tocava calmamente, perfeitamente bem. Foi então que percebi que outra pessoa entrou na sala. Edward rapidamente abraçou a irmã, a rodopiando pela sala, os dois riam, foi então que nossos olhares se cruzaram. Não sabia o que fazer, por impulso saí correndo para fora da casa.

Ele me seguiu, parei me encostando na sacada.

-Srta. Isabella! -Ele gritou enquanto se aproximava de mim.

-Pensei que estivesse em Londres. -Falei

-Não, não estou.

-Não. -Disse em um sussurro. Não podia acreditar que ele estava ali.

-Estou passeando por aqui com os meus tios. -Eu disse tentando acabar com o silêncio que tinha se formado ente nós.

-Está fazendo uma viagem agradável?

-Muito.

-Amanhã iremos a outra cidade. -Disse.- Por favor, desculpe a minha invasão, disseram que a casa estava aberta a visitação eu n.. desculpe.

-Posso acompanha-la até a cidade? - Ele perguntou, vindo para mais perto de mim.

Ele se aproximou mais ainda, se possível, sentia seus lábio roçando nos meus, não, não podia fazer isto..

-Não! - Falei. - Gosto muito de andar, podemos ir sozinhos.

-Sim , eu sei. - Ele disse afastando um pouco.

-Bem, adeus Sr. Cullen. - Fiz meus cumprimentos e corri rapidamente em dirção as escadas.

(continua...)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CAPÍTULO 7

-É, vamos dizer que eu já o conheço. Essa deve ser sua filha, não é? -tentei a todo custo mudar de assunto.

Quando virei, percebi que ele me olhava, mesmo sem querer, não pude deixar de quebrar o olhar.

-Sim, srta. Bennet. Esta é Susan, minha filha. Uma ótima pianista, se me permiti dizer, e você, toca? -Lady Caterine perguntou.

-Não muito, tenho certeza que não chego nem perto de sua filha.

-Largue de bobeira, Srta. Bennet, deixe-me ouvir você tocar.- ela insistiu.

Um pouco envergonhada, me sentei próxima ao piano. Não era falsa modéstia, não havia nessecidade para isto, eu realmente não tocava. Aos poucos fui começando a tocar os primeiros acordes, era uma música bem simples e por sorte não errei nenhuma das notas. Enquanto eu tocava pude perceber que todos conversavam sobre algo ao fundo, e Edward parecia meio afastado de todos.

Terminei de tocar e fui me sentar ao lado de Ângela. Tomamos um chá e ouvimos Lady Catherine contar sobre os dons de sua filha, apesar de ser uma ótima menina pelo que ouvi ao menos, ela não teria muito tempo de vida, tinha uma doença e ela estava se agravando a cada dia que se passava.

***

Estava na casa de Ângela já tinha um pouco mais de uma semana. Neste momento, estávamos na igreja ouvindo o sermão do Sr. Collins. Ao meu lado se encontrava um amigo dele, Henrie.

-Nós, fiéis, não podemos viver sozinhos. Não é esse o plano de Deus pra nós, seres humanos. A melhor forma que há de manter um relacionamento é por meio da penetração... desculpe! Digo, por meio da união entre nós e os nossos entes queridos... - dizia o Sr. Collins em seu sermão.

-Este Sr. Collins é realmente uma piada. -disse Henrie.- E suas irmãs, como estão? Soube que uma delas ficou arrasada depois que o repaz pelo qual gostava foi embora.

-Estão bem, é verdade, Rose ficou muito triste depois que o Sr. Bingley foi embora.

-Ah... então foi ele? Edward que o convenceu a ir embora, dizem que sua familía queria casá-la só para conseguir um bom dinheiro, sua mãe não parecia ser uma mulher muito.. digna, vamos dizer. Nada contra a Srta. Bennet, é claro.

Enquanto o ouvia falar aquilo o meu sangue foi começando a ferver, após mudar meu olhar de direção vi que Cullen estava ali. Mas que hipócrita, acabar com um romance tão bonito para nada, como alguém pode ser tão egoísta a ponto de praticar tal ato?

Sem poder continuar debaixo daquele mesmo teto, direcionei-me para fora da Igreja. A chuva estava forte, mas aquilo era o que menos importava naquele momento. Havia uma ponte que ligava uma parte da igreja até uma grande sacada, involuntrariamente as lágrimas foram se espalhando pelo meu rosto e já não era possível distinguir elas dos pingos de chuva.

Ao longe, pude notar Edward correndo em minha direção em passos firmes, seu rosto ficava ainda mais bonito quando estava molhado, se é que isso era possível, mas aquilo estava fora de questão, Cullen era o homem mais rude que eu já tivera o desprazer de conhecer.

-O que aconteceu, Isabella?- ele perguntou.

- O que acontecceu?? Como foi capaz de fazer aquilo com Rose, Edward? Ela nunca fez nada para você, minha família nunca fez nada. Você acabou com algo que poderia ter se tornado lindo, eles se amavam, será que você não entende isso?

-Eles não se amavam, mal se conheciam, da mesma forma, todos me diziam coisas, Isabella, eu fiquei confuso com tudo isso, acabei agindo por impulso e... não fiz por mal.

-Ah... então quer dizer que eles não se amavam? - o tom de minha voz foi se alterando cada vez mais.- Então por que minha irmã ficou tão triste? Ela nem saia da cama, nunca vi Rose tão mal!

-Não foi minha intenção, Isabella, você não entenderia meus motivos, a história deles pode ter acabado, mas a nossa não precisa de tudo isso, Isabella. Eu te amo, tentei fugir, mas não foi possível. Fique comigo, sei que sente algo por mim também.

-Posso até ter sentido, mas isso acabou no exato momento que soube o que fez para Rose.

-Adeus, Edward.

Por mais que eu tentasse, as lágrimas caíam pelo meu rosto em grande velocidade, estava tentando de tudo, mas não conseguia controlá-las. Como ele diz que ama agora assim? Depois do que fez?

Sai correndo sem ter uma direção e ao longe pude ouvir seus chamados ao longe, mas eu não iria voltar. Pelo menos não agora.


***

FALA, BRASIL.

Aqui é Karla Kizem, a beta-fã-do-Darcy, e cá está um novo capítulo.

Desculpem pela demora, é que tava todo mundo meio ocupado e perturbado esses dias.

Mas já estamos completamente NORMAIS de novo... Ou quase.

Neste capítulo, procuramos explorar os conflitos mais internos da nossa querida Bella. Percebam também, que no sermão idiota-pervertido do Sr. Collins, HÁ UMA METÁFORA PARA NOSSA HEROÍNA.

Ela quer ser independente, não precisar de um homem, maaaas... Como o Sr. Collins disse, "nós não podemos viver sozinhos".

Pessoal, até a próxima.

Afetuosamente,
Eu.

sábado, 23 de outubro de 2010

CAPÍTULO 6

Com muito cudado ele se afastou, mas seu rosto ainda permanecia a centímetros do meu. Seus olhos me encaravam de uma maneira diferente, eu não sabia dizer o que significava aquele olhar, mas via um brilho que jamais havia visto neles.

-Eu... me desculpe, Isabella, não sei se devia ter feito isto - ele disse se afastando.

Então ele simplesmente se foi, sem dar explicações, sem se despedir, sem nem mais uma palavra. Eu não conseguia entendê-lo, por mais que eu tentasse, era impossível.

Aos poucos fui saindo do meu transe e fui me dar conta de onde estava, por sorte ninguém tinha visto o que acontecera. Voltei ao salão principal, haviam poucos casais dançando e minha mãe já estava com o grau de bebida avançado, ela não parava de gritar coisas sem noção e rir absurdamente alto.

Alice, Mary e Kitty haviam adormecido em algumas poltronas, se apoiavam umas nas outras. Papai estava sentado próximo a elas e Rose já estava se despedindo do Sr. Bingley, não havia nem sinal de Edward por ali.

***

Já havia amanhecido, e o dia estava nublado. Só depois de alguns segundos me dei conta de que Rose ja havia levantando, então troquei a camisola rapidamente e desci para me juntar a todos e tomar o desjejum. Para minha surpresa, Alice, Kitty e Rose estavam sentadas sobre a escada lendo uma carta, e Rose tentava esconder as lágrimas que caiam sorrateiramente pelo seu rosto.

-O que houve, Rose? - perguntei

-Ele se foi, Bella, ele nunca gostou de mim.

-O que diz, irmã?

-Veja -então ela me estendeu a carta.

Era um papel borrado por causa das lágrimas que caíram sobre ele, mas mesmo assim pude ver o que estava escrito. Era uma depedida do Sr. Bingley, ele dissera que havia partido para Londres e provavelmente não voltaria nunca mais, que sentia muito e que havia sido ótimo conhecer a Rose.

Ela me olhava arrasada, então correu para o nosso quarto. Sabia que ela apenas precisava de um tempo sozinha. Sempre me dizia que o Sr. Bingley não gostava dela, mas eu sabia que aquilo não era verdade de fato, mas então por que ele tinha ido embora sem dar satisfações? Não conseguia encontrar lógica para nada daquilo. Não tinha recebido notícias de Edward desde o baile, talvez tivesse ido embora junto com o Sr. Bingley.

Tínhamos acabado de entrar na primavera, as flores estavam espalhadas por toda parte, mas apesar do cenário bonito, não estava um clima muito bom em casa. Não falávamos do Sr. Bingley há mais de um mês, Rose dizia que já o havia esquecido, mas eu sabia que não.

Mamãe tinha decidido mandá-la para Londres, não pelo fato de ser o lugar onde o Sr. Bingley estava, mas para ver se ela melhorava um pouco. Queríamos que ela se recuperasse da perda, mas mamãe também tinha esperanças de que ela conseguisse encontrar o Sr. Bingley.

Esse último mês foi bem agitado, havia acabado de receber um convite para passar algum tempo na casa de Ângela, ela tinha se casado com o Sr. Collins faz pouco tempo. Ainda me causa uma grande repulsa pensar nele, mas sabia que ela estava feliz com ele.

Arrumava as minhas malas ao mesmo tempo que Rose arrumava as dela, não seria uma partida fácil para nenhuma de nós, mas eu esperava relaxar pelo menos um tempo.

-Vou sentir tanto a sua falta, Bella. Com quem conversarei em Londres?

-Ah, Rose. Também sentirei muito a sua falta, mas tenho certeza que essa viagem irá fazer você se sentir melhor -declarei com pesar.

-Eu já o esqueci irmã, estou indo para visitar nossa tia e conhecer a cidade, apenas isso.

-Sei que sim, Rose.

***

Rose tinha acabado de subir na carroça e acenava para todos ao longe, em alguns dias ela estaria em Londres. Não demorou muito para eu também me despedir de todos e seguir viagem para casa de Ângela, que ficava a algumas milhas dali.

Em algumas horas eu já havia chegado, me encontrava em frente a uma linda casa de dois pisos, de coloração acizentada e rodeada por um belo jardim, as rosas brancas e amarelas deixavam a paisagem com um ar mais suave ainda, se é que isso era possível.

-Bella! - gritou Ângela enquanto corria ao meu encontro.

-Olá, Ângela, que saudade!

-Meu Deus, há quanto tempo não nos vemos. Tenhos tanta coisa para contar, Bella, estou tão feliz... Mas venha, entre, vou pedir para o cocheiro guardar suas bagagens.

A casa era simples, mas elegante. Era um lar que qualquer moça queria para criar seus filhos e cuidar de seu esposo. Se eu tivesse aceitado o pedido de casamento do Sr. Collins talvez estivesse morando aqui, mas sabia que não chegaria nem perto de ser tão feliz quanto Ângela estava sendo.

-Olá, querida prima Isabella, é ótimo recebê-la em minha humilde moradia. -disse o Sr. Collins fingindo uma falsa modéstia.

Mas não pude responder, pois antes disso Ângela me puxou para uma salinha no final do corredor. Ela tinha dito que ali era onde costumava passar o tempo, era uma sala pessoal, onde não seríamos interrompidas por ninguém.

Passamos horas conversando, e ela me contou tudo que andara fazendo depois que havia se casado. Estava com tanta saudade dela, nunca tinha a visto tão feliz antes.

A única coisa que nos tirou a atenção da conversa foi o forte barulho que ouvimos do lado de fora. Era um mensageiro, ele trazia uma carta de Lady Catherine de Bourgh, a mulher que patrocinava o Sr. Collins e lhe deu propriedade que ficava ao lado da paróquia, a casa que nos encontrávamos.

-Vejam só! Ela está nos convidando para ir até a sua propriadade ainda hoje, para visitá-la. Isabella, coloque o melhor vestido que tem. Você já ouviu falar de Lady Catherine, prima? - Perguntou o Sr. Collins, animado.

-Ainda não tive o prazer, querido primo. Irei me trocar, agora. Com licença.

Coloquei o melhor vestido que eu tinha, mesmo sendo muito simples, esperava que fosse o suficiente para agradar a Lady Catherine. Saímos de casa rapidamente e pelo que eles disseram, chegaráamos antes de se formar o crepúsculo.

***

Fiquei sem ação ao ver a imagem a minha frente, era praticamente um castelo, nunca tinha visto uma grama tão verde e tão bem cuidada como aquela, e mesmo se quisesse não conseguiria contar o número de janelas que haviam ali.

-Não é lindo?! Só com os vidros das janelas foi gasto mais de 10.000 libras -disse o Sr. Collins depois de um longo suspiro.

-É realmente surpreendente. -completei, admirada.

Logo que adentrei a sala pude ver que o local era ainda mais bonito por dentro, o papel de parede era de um tom dourado envelhecido, havia um grande sofá e mais duas poltronas que rodeavam uma bela mesinha de centro.

Uma senhora com uma expressão bem rude se sentava em umas das poltronas. Ela aparentava ter uns 70 anos, e era bem elegante, só depois de algum tempo pude notar uma moça sentada no canto do sofá, pelo que pude ver era parente da senhora.

-Que bom vê-la, Lady Caterine, esta é Ângela Collins, minha esposa, que a senhora já conhece, e esta é Isabella Bennet, minha prima. -disse o Sr. Collins apontando primeiramente para Ângela e depois para mim.

-É um prazer conhecê-la, senhora. -eu disse e ela simplesmente acenou com a cabeça.

Rapidamente passei meu olhar pela sala, mas ele parou rapidamente em um determinado local.

Não. Eu não podia acreditar, nem em meus pesadelos esperava encontrá-lo aqui, havia tanto tempo que eu não o via, desde o baile, ele tinha saído sem ao menos dar uma explicação e agora estava parado a apenas alguns metros de mim.

-Olá, Srta. Bennet -Ele disse simplismente.

-Edward, digo, Sr. Cullen.... O que faz aqui? - Perguntei ainda atordoada.

-Vejo que ja conhece meu sobrinho Srta. Bennet. - disse Lady Catherine.


(Continua...)



COMENTÁRIO DE KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY

Este foi o capítulo mais rápido que nossa autora já escreveu. Duas horas, no máximo. Eu cronometrei, hehe. E betei o mais rápido que pude.

Sempre a postos quando faltar inspiração,

Afetuosamente,

Eu.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CAPÍTULO 5

Seria nosso último dia naquele lugar, pelo menos era o que eu esperava. Todos foram muito hospitaleiros, mas Victória me dava naúseas e eu realmente estava começando a ficar com raiva do jeito autoritário do Sr. Cullen, porém não tinha como negar: Sr. Bingley havia tratado minha irmã como nunca fora tratada por ninguém, de uma forma muito... diferente.

Estávamos sentados tomando café enquanto Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entrou anunciando:

-Sra. Bennet, Srta. Bennet, Srta. Bennet e Srta. Bennet estão aqui!

- Por Deus! Vieram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.

Um tempo depois estávamos sentados no sofá. Não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente, para falar a verdade...

- Mas que bela casa, Sr. Bingley, tão luxuosa! - Falou mamãe depois de um longo suspiro.

- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.

- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.

-Alice! Isso lá são modos?!? - Falei indignada com sua ousadia.

- Não há problema algum, Isabella, quem sabe eu até faça um, Srta. Bennet. - Respondeu Sr. Bingley.

Alice deu pulinhos na cadeira de felicidade.

***

Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras já se encontravam na carruagem.

- Foi uma prazer conhecê-la, Srta. Bingley, espero que nos vejamos mais vezes.

- Digo o mesmo, Sr. Bennet. - Disse ela me cumprimentando formalmente antes de ir para perto de seu irmão.

- Passar bem, Sr. Cullen

- Espero que tenha uma boa viagem de volta, Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.

Eu fiquei em choque. Não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida. Ele sempre foi tão rude comigo... Como um homem pode ser tão misterioso?

***

Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tínhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influência de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pela cozinha.

- Meninas, o primo de vocês virá jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias aqui hospedado. Já mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.

Estava de noite, e nós nos encontrávamos todas sentadas mesa esperando o tal primo, quando a campainha tocou.

- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.

Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.

- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.

- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe, ofendida.

- Hm... - Ele simplesmente disse.

O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.

Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorducho, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.

Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve. Além do mais, sentia que a visita dele não er somente para visitar a família. Ele não parecia ser o tipo de homem que perderia seu tempo com futilidades.

Na sala estavam todos conversando. O chá já estava sendo servido quando o Sr. Jasper entrou pela sala.

- Queria pedir que me deixassem falar com minha prima Isabella, a sós. - Pediu.

Como? O que será que ele estava pretendendo?!

Ah, não! Só podia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz... não seria...

- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Levante-se dessa cadeira, Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.

- Não papai, por favor não vá embora... - supliquei

- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.

- Sinto muito, Isabella. - Ele falou se retirando da sala, aparentemente triste.

- Isabella, pude ver o quão adorável a senhorita é na semana que passei aqui... Como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira, além da senhorita.

- Sr. Jasper, por favor não me peça isso!

- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?

Eu estava atordoada. Sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de extrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.

- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca
íriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o senhor, é comigo.

Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, já que elas ouvem tudo de atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritível, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.

Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação.

Fui seguida por mamãe que estava soluçando de tanto chorar e papai a acompanhava.

- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como esposa! - Gritou mamãe.

-Desculpe-me, mãe. Mas eu não posso fazer isso.

- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você!

Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.

- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.

- Obrigada papai!

***

O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas já estava começando a ceder. Eu e Rose estávamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, que era bem parecido com o de Rose. Em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.

A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.

Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.

- Me dá a honra da próxima dança, Srta. Bennet? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.

- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.

Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.

- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.

- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.

A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversávamos sobre coisas banais, mas sem nunca perder o foco. Era mal visto o contato direto entre mulheres e homens, assim como conversas particulares, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançávamos.

A música acabou, eu já ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos que ficava próximo a escada. Não tinha ninguém ali, e eu não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.

- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - disse O Sr. Cullen.

- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.

- Me chame apenas de Edward.

- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.

- Só Edward.

-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.

- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.

- O que pretende? - perguntei.

- Isto. - ele simplesmente disse, antes de me prender com seus braços na parede.

Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos dos pés até os meus cabelos. Nossos lábios se moviam suavemente, seguindo um ritmo perfeito.

Naquele momento não estávamos ligando para o que era permitido ou não, estávam somente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.

(Continua...)

***


AGORA COM VOCÊS... KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY

Flávia, esse capítulo foi o melhor de todos. E realmente, sua escrita mudou muito do primeiro até esse capítulo, está mais coerente e não precisa de tantos ajustes quanto os outros.

Seu modo de descrever a impertinência do Sr. Cullen foi bastante interessante e convincente, além do beijo deles ter sido... indescritível. Eu gostei muito.

Espero ansiosamente pelo próximo, e HAHA morram de inveja, eu leio primeiro!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Afetuosamente,

Eu.

Capítulo 5

Seria nosso último dia naquele lugar, pelo menos é o que eu esperava. Todos eram muito hospitaleiros, mas Victória me dava naúseas e realmente estava começando a ficar com raiva do jeito autoritario do Sr. Cullen, porém não tinha como negar, Sr. Bingley havia tratado minha irmã como nunca fora tratada por ninguém, de uma forma um tanto... diferente.

Estavamos sentados tomando café, Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entra anunciando:

-Sra. Bennet, Sra. Bennet, Sra. Bennet e Sra. Bennet estam aqui!

- Por Deus! Vinheram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.

Um tempo depois estavamos sentados no sofá, não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente para dizer a verdade.

- Mas que bela casa Sr. Bingley, tão luxuosa. - Falou mamãe depois de um longo suspiro.

- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.

- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.

-Alice! Isso lá são modos irmã?!? - Falei indignada com sua ousadia.

- Não há problema algum Isabella, quem sabe eu faça um, Alice. - Respondeu Sr. Bingley.

***

Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras ja se arrumavam na carroça ( é carroça mesmo karla?).

- Foi uma prazer conheçe-la Victória, espero que nos vejamos mais vezes.

- Digo o mesmo Isabella. - Disse ela me comprimentando formalmente antes de ir para perto se seu irmão.

- Passar bem Sr. Cullen

- Espero que tenha uma boa viagem Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.

Eu simplismente fiquei em choque, não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida, ele sempre foi tão rude comigo, como um homem pode ser tão misterioso?

***

Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tinhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influencia de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pelo cozinha.

- Meninas, o primo de vocês irá vir jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias. Ja mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.

Estava de noite, estavamos todas sentadas á mesa o esperando. Quando a campainha tocou.

- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.

Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.

- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.

- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe.

- Hm... - Ele simplismente disse.

O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.

Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorduxo, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.

Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve.

Na sala estavam todos calmos, tinham acabado de me servir de café quando o Sr. Jasper entrou pela sala.

- Queria pedir que me deixassem falar com Isabella, a sós. - Pediu.

Como? Só pidia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz...

- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Se levante dessa cadeira Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.

- Não papai, por favor não se levante desta cadeira. - supliquei

- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.

- Sinto muito Isabella. - Ele falou se retirando da sala.

- Isabella, pude ver o quão adorável você na semana em que passei aqui, como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira.

- Sr. Jasper, por favor não me pea isso!

- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?

Nossa, eu estava atordoada, eu sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de estrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.

- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca iriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o Senhor, é comigo.

Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, ja que elas estavam ouvindo tudo atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritivel, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.

Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação, fui seguida por mamãe que estava fingindo um choro, papai a acompanhava.

- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como espeso. - Gritou mamãe.

-Desculpe, mas eu não posso fazer isso.

- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você.

Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.

- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.

- Obrigada papai!

***

O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas ja estava começando a ceder, eu e Rose estavamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, era bem parecido com o de Rose, em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.

A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.

Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.

- Me da a honra da próxima dança Isabella? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.

- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.

Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.

- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.

- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.

A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversavamos sobre coisas sem sentido, mas sem nunca perder o foco. Era proibido contato direto entre mulheres e homens, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançavamos.

A música acabou, eu ja ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos, ficava próximo a escada e não tinha ninguém ali, não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.

- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - O Sr. Cullen.

- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.

- Me chame apenas de Edward.

- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.

- Só Edward.

-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.

- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.

- O que pretende? - perguntei

- Isto. - ele simplismente disse antes de me prender com seus braços na parede.

Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos até o retante de meu corpo, nossos lábios se moviam delicadamente, seguindo um ritmo perfeito, naquele momento não estavamos ligando para o que era permitido ou não, estavamos simplismente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.

(continua...)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CAPÍTULO 4

Ele me olhava intensamente, seus olhos que mais pareciam duas safiras me intrigavam. Eu não conseguia formular nenhuma resposta coerente e nem mesmo sabia o por que de meu transe. O que ele havia perguntado mesmo?

-Ah, claro Sr. Cullen, estou a procura de Rose. Sua irmã nos enviou uma carta avisando que ela ficaria se recuperando do resfriado aqui, Bem.. vou indo.

-Espere!

Eu já estava me afastando, mas ele segurou meus braços fazendo com que a distância entre nós diminuísse. Eu cheguei até a pensar que ele me beijaria, mas não haveria lógica para isso. Ao invés disso ele falou:

-É que...É bom revê-la!

-Digo o mesmo Sr. Cullen!

Então o deixei ali, indo em direção ao quarto de Rose.

***

-Bella, mas que surpresa, irmã! - Exclamou Rose, ela estava feliz, mas pude perceber que sua aparência estava bem cansada, ao redor de seus olhos haviam enormes manchas roxas que apontavam que ela não havia dormido bem nesta noite.

-Rose, como você está? Vim para cá o mais rápido que pude, logo depois de mamãe ler a carta da senhorita Bingley. Estão lhe tratando bem aqui? Mamãe não poderia ter feito...

-Se acalme, Bella! Estou um pouco cansada, mas não é nada demais. Todos me tratam da melhor maneira possível e o Sr. Bingley é realmente um cavalheiro. -Disse ela, com um sorriso fraco no rosto.

Só depois fui perceber o quão bonito era o quarto que ela estava. Havia uma grande cama de casal com os lençóis dourados, que combinavam com o resto da decoração do quarto. Ao lado de sua cama havia um criado mudo com um livro em cima, pude ver que era um dos meus livros favoritos de poesia, um sofá no canto do quarto e por fim uma grande janela, de onde se podia ver todo o jardim da enorme casa.

-É, eu sei, o lugar é fabuloso. -Disse ela notando minha expressão, um misto de surpresa e admiração.

Não havia como negar, o lugar era perfeito, mas por outro lado, era completamente diferente do nosso mundo. Nós tinhamos uma bela moradia, mas não tinha como ser comparada com esta.

-Bella, será que poderia me deixar dormir apenas por um momento? Estou exausta! Sei que você deve estar cansada da viagem, mas por que não vai dar uma volta nos outros aposentos da casa? Provavelmente Victoria e o Sr. Cullen estão na sala de música agora.

-Ah, mas é claro.- Falei me direcionando a porta, mandando um beijo para Rose com as mãos, como sempre fazíamos, ela fingiu que o pegou no ar e guardou no seu coração.

Fui em direção aos corredores, procurando pela sala de música, não demorou muito para eu encontrá-la, ficava perto do quarto de Rose.

Sem mesmo bater na porta fui entrando, Victória estava sentada enquanto o Sr. Cullen escrevia algo, uma carta, eu creio.

-O que escreve?- Perguntei

-Uma carta para minha irmã Georgina - Ele respondeu.

-Mande a ela minhas lembranças, diga que estou com saudades. - Disse Victória.

-Eu mandarei lembranças - ele respondeu.

-Fale também que ela toca piano maravilhosamente.

-Sinto muito, mas seus elogios vão ter que ficar para próxima carta, ja escrevi muita coisa nesta.

-Nossa, como as damas sabem fazer tanta coisa?- Perguntou o Sr. Bingley com uma risadinha, até agora ainda não havia notado sua presença. Ele estava sentado em um sofá no canto da sala.

-Do que está falando, Sr. Bingley? - Perguntei

-Bem, elas sabem fazer de tudo um pouco.

-Uma dama deve saber muita coisa, deve desenhar, tocar algum instrumento, saber outras línguas... -Falou o Sr. Cullen.

-Ela também tem que ser elegante, até sua maneira de caminhar tem que ser diferente- Disse Victória completando.

-Pena que tão poucas mulheres sejam assim, só conheço meia dúzia delas. -Falou o Sr. Cullen.

-Me admiro que conheça tantas! Não existem mulheres perfeitas, não conheço uma sequer! - Exclamei, exaltada.

-É, posso ver que não conhece. - Falou Victória, com um sorriso falso.

Nesse momento ela me chamou para caminhar ao redor da sala. Enquanto isso o Sr. Cullen terminava de escrever sua carta.

- O que tem a nos dizer sobre esse ato, Sr. Cullen? - Victória perguntou.

-Bem, se você e a Sra. Bennet fossem amigas próximas, diria que estavam trocando segredos, no outro caso, acharia que estão apenas querendo mostrar a elegância com a qual caminham, sendo assim, tenho uma ótima vista de onde estou!

-Nossa, vejo que o senhor percebe bem as coisas. -Disse Victória enquanto andávamos pela sala novamente.

-Sou um homem de primeiras impressões, e sim, percebo bem as coisas!- Ele disse, fechando o envelope.

-É uma pena que pense desta maneira, és muito sério, o que é ruim, pois adoro rir. - Falei intimidadoramente.

-Vejo que puxou a sua familia! - Falou Victória, um pequeno sorriso sarcástico estava sendo formado em seu rosto.

Apenas dei um sorriso fraco, antes de me despedir e me retirar da sala. Não aguentaria mais ficar muito tempo na presença daquela mulher.

(Continua...)

***

Esperando cap. ser betado! O que acharam flores?? Está legal?? Devo continuar?
Please, comentem! Só depende de vcs pro cap. sair mais rápido!
xoxo
Flá Martins

***

Karla Kizem: Capítulo Betado.