sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CAPÍTULO 5

Seria nosso último dia naquele lugar, pelo menos era o que eu esperava. Todos foram muito hospitaleiros, mas Victória me dava naúseas e eu realmente estava começando a ficar com raiva do jeito autoritário do Sr. Cullen, porém não tinha como negar: Sr. Bingley havia tratado minha irmã como nunca fora tratada por ninguém, de uma forma muito... diferente.

Estávamos sentados tomando café enquanto Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entrou anunciando:

-Sra. Bennet, Srta. Bennet, Srta. Bennet e Srta. Bennet estão aqui!

- Por Deus! Vieram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.

Um tempo depois estávamos sentados no sofá. Não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente, para falar a verdade...

- Mas que bela casa, Sr. Bingley, tão luxuosa! - Falou mamãe depois de um longo suspiro.

- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.

- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.

-Alice! Isso lá são modos?!? - Falei indignada com sua ousadia.

- Não há problema algum, Isabella, quem sabe eu até faça um, Srta. Bennet. - Respondeu Sr. Bingley.

Alice deu pulinhos na cadeira de felicidade.

***

Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras já se encontravam na carruagem.

- Foi uma prazer conhecê-la, Srta. Bingley, espero que nos vejamos mais vezes.

- Digo o mesmo, Sr. Bennet. - Disse ela me cumprimentando formalmente antes de ir para perto de seu irmão.

- Passar bem, Sr. Cullen

- Espero que tenha uma boa viagem de volta, Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.

Eu fiquei em choque. Não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida. Ele sempre foi tão rude comigo... Como um homem pode ser tão misterioso?

***

Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tínhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influência de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pela cozinha.

- Meninas, o primo de vocês virá jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias aqui hospedado. Já mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.

Estava de noite, e nós nos encontrávamos todas sentadas mesa esperando o tal primo, quando a campainha tocou.

- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.

Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.

- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.

- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe, ofendida.

- Hm... - Ele simplesmente disse.

O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.

Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorducho, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.

Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve. Além do mais, sentia que a visita dele não er somente para visitar a família. Ele não parecia ser o tipo de homem que perderia seu tempo com futilidades.

Na sala estavam todos conversando. O chá já estava sendo servido quando o Sr. Jasper entrou pela sala.

- Queria pedir que me deixassem falar com minha prima Isabella, a sós. - Pediu.

Como? O que será que ele estava pretendendo?!

Ah, não! Só podia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz... não seria...

- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Levante-se dessa cadeira, Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.

- Não papai, por favor não vá embora... - supliquei

- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.

- Sinto muito, Isabella. - Ele falou se retirando da sala, aparentemente triste.

- Isabella, pude ver o quão adorável a senhorita é na semana que passei aqui... Como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira, além da senhorita.

- Sr. Jasper, por favor não me peça isso!

- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?

Eu estava atordoada. Sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de extrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.

- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca
íriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o senhor, é comigo.

Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, já que elas ouvem tudo de atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritível, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.

Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação.

Fui seguida por mamãe que estava soluçando de tanto chorar e papai a acompanhava.

- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como esposa! - Gritou mamãe.

-Desculpe-me, mãe. Mas eu não posso fazer isso.

- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você!

Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.

- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.

- Obrigada papai!

***

O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas já estava começando a ceder. Eu e Rose estávamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, que era bem parecido com o de Rose. Em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.

A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.

Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.

- Me dá a honra da próxima dança, Srta. Bennet? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.

- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.

Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.

- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.

- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.

A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversávamos sobre coisas banais, mas sem nunca perder o foco. Era mal visto o contato direto entre mulheres e homens, assim como conversas particulares, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançávamos.

A música acabou, eu já ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos que ficava próximo a escada. Não tinha ninguém ali, e eu não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.

- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - disse O Sr. Cullen.

- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.

- Me chame apenas de Edward.

- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.

- Só Edward.

-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.

- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.

- O que pretende? - perguntei.

- Isto. - ele simplesmente disse, antes de me prender com seus braços na parede.

Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos dos pés até os meus cabelos. Nossos lábios se moviam suavemente, seguindo um ritmo perfeito.

Naquele momento não estávamos ligando para o que era permitido ou não, estávam somente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.

(Continua...)

***


AGORA COM VOCÊS... KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY

Flávia, esse capítulo foi o melhor de todos. E realmente, sua escrita mudou muito do primeiro até esse capítulo, está mais coerente e não precisa de tantos ajustes quanto os outros.

Seu modo de descrever a impertinência do Sr. Cullen foi bastante interessante e convincente, além do beijo deles ter sido... indescritível. Eu gostei muito.

Espero ansiosamente pelo próximo, e HAHA morram de inveja, eu leio primeiro!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Afetuosamente,

Eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário