segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CAPÍTULO 7

-É, vamos dizer que eu já o conheço. Essa deve ser sua filha, não é? -tentei a todo custo mudar de assunto.

Quando virei, percebi que ele me olhava, mesmo sem querer, não pude deixar de quebrar o olhar.

-Sim, srta. Bennet. Esta é Susan, minha filha. Uma ótima pianista, se me permiti dizer, e você, toca? -Lady Caterine perguntou.

-Não muito, tenho certeza que não chego nem perto de sua filha.

-Largue de bobeira, Srta. Bennet, deixe-me ouvir você tocar.- ela insistiu.

Um pouco envergonhada, me sentei próxima ao piano. Não era falsa modéstia, não havia nessecidade para isto, eu realmente não tocava. Aos poucos fui começando a tocar os primeiros acordes, era uma música bem simples e por sorte não errei nenhuma das notas. Enquanto eu tocava pude perceber que todos conversavam sobre algo ao fundo, e Edward parecia meio afastado de todos.

Terminei de tocar e fui me sentar ao lado de Ângela. Tomamos um chá e ouvimos Lady Catherine contar sobre os dons de sua filha, apesar de ser uma ótima menina pelo que ouvi ao menos, ela não teria muito tempo de vida, tinha uma doença e ela estava se agravando a cada dia que se passava.

***

Estava na casa de Ângela já tinha um pouco mais de uma semana. Neste momento, estávamos na igreja ouvindo o sermão do Sr. Collins. Ao meu lado se encontrava um amigo dele, Henrie.

-Nós, fiéis, não podemos viver sozinhos. Não é esse o plano de Deus pra nós, seres humanos. A melhor forma que há de manter um relacionamento é por meio da penetração... desculpe! Digo, por meio da união entre nós e os nossos entes queridos... - dizia o Sr. Collins em seu sermão.

-Este Sr. Collins é realmente uma piada. -disse Henrie.- E suas irmãs, como estão? Soube que uma delas ficou arrasada depois que o repaz pelo qual gostava foi embora.

-Estão bem, é verdade, Rose ficou muito triste depois que o Sr. Bingley foi embora.

-Ah... então foi ele? Edward que o convenceu a ir embora, dizem que sua familía queria casá-la só para conseguir um bom dinheiro, sua mãe não parecia ser uma mulher muito.. digna, vamos dizer. Nada contra a Srta. Bennet, é claro.

Enquanto o ouvia falar aquilo o meu sangue foi começando a ferver, após mudar meu olhar de direção vi que Cullen estava ali. Mas que hipócrita, acabar com um romance tão bonito para nada, como alguém pode ser tão egoísta a ponto de praticar tal ato?

Sem poder continuar debaixo daquele mesmo teto, direcionei-me para fora da Igreja. A chuva estava forte, mas aquilo era o que menos importava naquele momento. Havia uma ponte que ligava uma parte da igreja até uma grande sacada, involuntrariamente as lágrimas foram se espalhando pelo meu rosto e já não era possível distinguir elas dos pingos de chuva.

Ao longe, pude notar Edward correndo em minha direção em passos firmes, seu rosto ficava ainda mais bonito quando estava molhado, se é que isso era possível, mas aquilo estava fora de questão, Cullen era o homem mais rude que eu já tivera o desprazer de conhecer.

-O que aconteceu, Isabella?- ele perguntou.

- O que acontecceu?? Como foi capaz de fazer aquilo com Rose, Edward? Ela nunca fez nada para você, minha família nunca fez nada. Você acabou com algo que poderia ter se tornado lindo, eles se amavam, será que você não entende isso?

-Eles não se amavam, mal se conheciam, da mesma forma, todos me diziam coisas, Isabella, eu fiquei confuso com tudo isso, acabei agindo por impulso e... não fiz por mal.

-Ah... então quer dizer que eles não se amavam? - o tom de minha voz foi se alterando cada vez mais.- Então por que minha irmã ficou tão triste? Ela nem saia da cama, nunca vi Rose tão mal!

-Não foi minha intenção, Isabella, você não entenderia meus motivos, a história deles pode ter acabado, mas a nossa não precisa de tudo isso, Isabella. Eu te amo, tentei fugir, mas não foi possível. Fique comigo, sei que sente algo por mim também.

-Posso até ter sentido, mas isso acabou no exato momento que soube o que fez para Rose.

-Adeus, Edward.

Por mais que eu tentasse, as lágrimas caíam pelo meu rosto em grande velocidade, estava tentando de tudo, mas não conseguia controlá-las. Como ele diz que ama agora assim? Depois do que fez?

Sai correndo sem ter uma direção e ao longe pude ouvir seus chamados ao longe, mas eu não iria voltar. Pelo menos não agora.


***

FALA, BRASIL.

Aqui é Karla Kizem, a beta-fã-do-Darcy, e cá está um novo capítulo.

Desculpem pela demora, é que tava todo mundo meio ocupado e perturbado esses dias.

Mas já estamos completamente NORMAIS de novo... Ou quase.

Neste capítulo, procuramos explorar os conflitos mais internos da nossa querida Bella. Percebam também, que no sermão idiota-pervertido do Sr. Collins, HÁ UMA METÁFORA PARA NOSSA HEROÍNA.

Ela quer ser independente, não precisar de um homem, maaaas... Como o Sr. Collins disse, "nós não podemos viver sozinhos".

Pessoal, até a próxima.

Afetuosamente,
Eu.

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