sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prólogo "ainda naum escolhi o nome"

A luz do sol entrava no meu quarto me impedindo de dormir, droga, minha mãe provavelmente deveria tê-la deixado aberta de proposito. Hoje seria o grande dia, em que eu iria acabar com a minha vida, é claro...

Teria que passar o verão inteiro com o meu pai, ele morava bem perto do fim do mundo eu acho, lá não tinha simplismente nada! Não ia pra la desde que tinha uns 6 anos, ele abandonou a mim e a minha mãe, não via motivo para voltar a vê-lo.

Faria isso por obrigação, minha mãe iria viajar a trabalho e eu não tinha onde ficar, ela não me deixava ficar sozinha, por Deus, eu não era mais uma criança, ja tinha 16 anos! De qualquer jeito, tinha que ver meu pai outra vez algum dia.

-Bom dia Filha! -Falou minha mãe entrando no quarto. -Está empolgada para viajar?

-Claro mãe, sou a empolgação em pessoa! - Falei com um sorriso falso nos lábios, logo depois cobri o meu rosto com o travesseiro, não havia ninguém que me tiraria do quarto a essa hora!

***

Depois de ouvir minha mãe se lamentando e me mandando ligar para ela todos os dias entrei no avião, a viagem foi bem rápida, mas não consegui dormir um segundo sequer. Estava tensa, tinha acabado de deixar minha vida para trás, baladas, amigos, compras... Para minha sorte ainda tinha o meu notebook, não sei o que seria sem ele.

Logo que desci do avião me deparei com a realidade, havia verde por todo lado e eu sabia que ainda nem tinha chegado em Forks. Senhor, o que eu fiz para mereçer?? Charlie me esperava com uma placa na mãe escrito em letras maiúsculas "Isabella" cara, ele achava que eu era o que? autista?

Não consiguia chamar Charlie de pai a muito tempo, desde que ele foi embora sem dar explicações, lembro-me do dia como se fosse hoje, acordei sem meu pai em casa, pensei que tinha ido a algum canto, mas percebi que ele não voltaria depois de longos anos. É.. que eu tenha sorte nesse verão, por que sinceramente, eu vou precisar!

(continua...)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capítulo 7

Havia se passado algum tempo desde que falei com o Sr. Cullen, mesmo assim, suas palavras não saiam de minha cabeça. Lembrava-me de cada letra, mas não sabia o motivo real para ele ter me dito aquilo, ele foi tão ruim com a minha família que mesmo que eu quisesse corresponder aos seus sentimentos, não seria capaz de tal ato.

Se passou um dia, li um pouco para entar me acalmar, mesmo assim, de nada adiantava, ja estava me preparando para dormir, começei a olhar pela janela e foi então que senti uma presença estranhamente conhecida no quarto. Sabia que era ele, mas não me virei para vê-lo.

-Eu vim lhe deixar isto. - Foi a única coisa que ele disse, quando me virei em sua direção, ele não estava mais lá, ao invés de Edward, encontrei uma carta sobre o criado mudo do quarto.

Isabella,

Não reafirmarei os sentimentos que lhe foram tão repulsivos, mas se me permite, me defenderei das duas acusações que jogou contra mim. Meu pai amava o Sr. Wickham como um filho, e em conta disso lhe deixou um generoso benefício, mas depois da morte de meu pai ele disse que não tinha a obrigação de acatar ordens, ele exigiu a sua herança e acabou com ela em alguns dias no jogo. Depois me enviou uma carta pedindo mais dinheiro, o que eu prontamente neguei, isso lhe deixou muito irritado.

No verão passado ele nos procurou, declarando um intenso amor por minha irmã, a quem ele convenceu a fugir com ele. Ela vai herdar 30 mil libras, quando ficou claro de que ele não ficaria com nenhum centavo, ele a abandonou, não preciso dizer o quão grande era o seu desespero, na época ela ainda tinha 15 anos.

Quanto ao outro motivo, ao Sr. Bingley (N/A: É o Emmet) e a sua irmã, embora os motivos que me giaram possam parecer insuficientes, foi a serviço de um amigo.

Com carinho,

Edward.


-Bella. - Pude ouvir Ângela me chamando.

Escondi rapidamente a carta atrás de mim. Ainda aflita pelo que tinha acabado de ler.

-Você está bem? -Ela perguntou.

-Eu não sei dizer.

***

-Bella, que bom que voltou, seus tios vinheram com Rose de Londres, ela esta na sala. - Falou mamãe, enquanto eu entrava em casa.

-Como ela está? - Perguntei.

-Veja você mesma, vá até a sala.

Consegui ver Rose sentada no sofá, ainda estava meio abatida, mas havia melhorado muito.

-Bella! -Ela correu até mim, me recebendo com um grande abraço.

-Rose, que bom vê-la irmã, como você está?

-Eu superei Bella, se eu vê-lo na rua nem irei me importar. - Falou docemente, mas sabia que aquilo não era verdade. -Londres é tão divertido.. a tanta diverssão.

Foi neste momento que kitty apareceu na porta aos prantos. "Eu merecia ir tanto quanto você! Isso é tão injusto.." Gritava Kitty, não estava entendendo nada.

-Bella, irei viajar com os Forsters, eles me chamaram e não chamaram a Kitty. - Falava Alice radiante de tanta felicidade. - Kitty, você sabe que eu sou melhor companhia..

-Oh meu deus, irei jantar com militares todos os dias, que roupas devo levar? ´-Perguntava Alice.

***

-Papai, não pode deixar Alice ir! -Falei, estamos conversando na biblioteca agora, tinha que ter uma maneira de fazê-lo mudar de ideia.

-Você sabe que Alice não ficará contente até se mostrar a todas Bella, não devemos esperar que ela não seja inconveniente. Ela é muito zombateira.

-Papai, ela será marcada como uma tola. É tão nova.. por mais que eu a ame e adore seu ar de felicidade, não a posso deixar passar vergonha. -Falei.- Kitty vai querer imita-la como sempre faz, será um desastre!

-Bella, não teremos paz se ela não for..

-Paz? É só com isso que se preocupa? É perigoso! - Minha voz ja havia subido um tom quando disse aquilo, estava perplexa com sua atitude.

-Se Alice parecer pior do que ela ja é, então deveremos tranca-la para sempre. - Ele simplismente disse. (n/a: tadinha da Alice gente..)

O que? Como papai tinha coragem de dizer algo tão absurdo? Sem conseguir me conter, levantei e sai da biblioteca.

Chegando na sala encontrei todos, inclusive meus tios, estavam tomando chá.

-Bella, venha nos acompanhar? - Falou titia.

-O distrito de Peak não é Brighton, os militares de lá são muito burros. - Continuava a falar o titio. - Isso deve influenciar sua decisão.

-Bella, querida, venha conosco para Peak, é bom que você respire um pouco de ar puro!

- Lá deve ser tão lindo! - Falou Mary- O que são homens comparados a pedras e montanhas?

-Os homens são seres consumidos por sua arrogância e estupidez e quando são amáveis não conseguem nem tomar suas próprias decisões. - Falei simplismente, estava certa de que eram todos iguais, nenhum realmente tinha valor.

-Cuidado meu bem, isso tem um forte sabor de amargura. -Falou titia, enquanto comia mais um pãozinho que estava na mesa.

***

Estava pensando se iria a Peak ou não com meus tios, eu e Rose já nos encontravamos deitadas, mas nenhuma de nós conseguia dormir.

-Eu vi Edward quando fui visitar Ângela, Rose. -Falei, sem saber o motivo para tal.

-Por que não me contou? Ele mencionou algo sobre o Sr. Bingley? - Perguntou Rose.

-Ele não disse nada. Boa noite Rose.

-Boa noite.

Apaguei a vela e então cai na inconciência.

***

Tinha optado por ir a Peak com meus tios, tinhamos acabado de chegar ao local. A vista era esplêndida, nunca tinha visto algo tão lindo em minha vida. Neste momento, estava a beira de um precipicio, literalmente, a brisa batia com velocidade em meus cabelos, trazendo uma ótima sensação. Lá era cercado´por montanhas, cobertas por roxas e grama, o verde era de um tom tão belo.. a vista me deixava calma.

A carruagem tinha quebrado, então estavamos esperando meu tio a concertar.

-Onde estamos exatamente? - Perguntei.

-Bem perto de Pemberly eu acho. - Falou tia Judith.

-Perto da casa do Sr. Cullen?- Perguntei, não podia ser verdade...

-Lá é muito bonito, tem um lago cheio de peixes, estou ancioso por ir lá. -Falou o tio Peter.

-Não, não vamos lá! - Quando me dei conta de que havia gritado ja era tarde demais..

-Ele é tão.. ele é tão.. tão..

-Tão o que Bella? -Perguntou tia Judith.

-Ele é tão rico. - Falei a primeira coisa que veio em minha cabeça, mesmo sabendo que não tinha nada a ver com a situação.

Ficamos conversando por longos minutos, no final acabei cedendo e fomos para casa de Edward. Só concordei com isto pois tio Peter afirmou que ele não estaria lá.

Estavamos parados em frente a bela casa dos Cullen's, um sorriso se formou involuntariamente em meus rosto, quando olhei para os lados percebi meus tios boquiabertos.

Entramos rapidamente na casa, ela era aberta a visitação. Cada comôdo pelo qual eu passava mais surpresa ficava, era tudo tão lindo! Os corredores eram muito altos e os pisos era pretos e brancos, haviam quadros por toda parte.

-Meu Deus, ai meu deus.. - Falei quando começei a olhar para o teto, eram as pinturas mais bonitas que eu ja tinha visto, o teto era repleto por pinturas de anjos, em todas as cores e formatos, era magnifico.

Entramos em uma sala em que tinham muitas estátuas, todas eram brancas, não conseguia esconder o quão encantada estava, sabia que meus tios conversavam com a camareira, mas não conseguia sequer prestar atenção na conversa deles.

Foi então que avistei a estátua dele, era idêntica, os minimos detalhes do seu rosto esculpidos em gesso. Tão lindo.. Os cabelos desgrenhados, o queixo quadrado, tudo tão perfeito.

- Que belo rosto! -Falou a tia Judith. -Bella, você acha que está parecido?

-A jovem lady conhece o Sr. Cullen?- Perguntou a camareira docemente.

-Só um pouco.- Respondi.

-A senhorita não o acha um homem bonito?

-Sim. Sim, ouso dizer que sim. - Falei em um sussurro.

-Está é a irmã dele, Srt. Georgiana. - Falou a camareira apontando para outra estátua.

Mesmo sem tirar os olhos de "Edward" perguntei:

-Ela se encontra em casa?

Entrei em outra sala, notei o som de uma canção se formando, sem conter minha curiosidade, olhei pela brexa da porta de onde vinha a música, era linda! Georgiana tocava calmamente, perfeitamente bem. Foi então que percebi que outra pessoa entrou na sala. Edward rapidamente abraçou a irmã, a rodopiando pela sala, os dois riam, foi então que nossos olhares se cruzaram. Não sabia o que fazer, por impulso saí correndo para fora da casa.

Ele me seguiu, parei me encostando na sacada.

-Srta. Isabella! -Ele gritou enquanto se aproximava de mim.

-Pensei que estivesse em Londres. -Falei

-Não, não estou.

-Não. -Disse em um sussurro. Não podia acreditar que ele estava ali.

-Estou passeando por aqui com os meus tios. -Eu disse tentando acabar com o silêncio que tinha se formado ente nós.

-Está fazendo uma viagem agradável?

-Muito.

-Amanhã iremos a outra cidade. -Disse.- Por favor, desculpe a minha invasão, disseram que a casa estava aberta a visitação eu n.. desculpe.

-Posso acompanha-la até a cidade? - Ele perguntou, vindo para mais perto de mim.

Ele se aproximou mais ainda, se possível, sentia seus lábio roçando nos meus, não, não podia fazer isto..

-Não! - Falei. - Gosto muito de andar, podemos ir sozinhos.

-Sim , eu sei. - Ele disse afastando um pouco.

-Bem, adeus Sr. Cullen. - Fiz meus cumprimentos e corri rapidamente em dirção as escadas.

(continua...)