Com muito cudado ele se afastou, mas seu rosto ainda permanecia a centímetros do meu. Seus olhos me encaravam de uma maneira diferente, eu não sabia dizer o que significava aquele olhar, mas via um brilho que jamais havia visto neles.
-Eu... me desculpe, Isabella, não sei se devia ter feito isto - ele disse se afastando.
Então ele simplesmente se foi, sem dar explicações, sem se despedir, sem nem mais uma palavra. Eu não conseguia entendê-lo, por mais que eu tentasse, era impossível.
Aos poucos fui saindo do meu transe e fui me dar conta de onde estava, por sorte ninguém tinha visto o que acontecera. Voltei ao salão principal, haviam poucos casais dançando e minha mãe já estava com o grau de bebida avançado, ela não parava de gritar coisas sem noção e rir absurdamente alto.
Alice, Mary e Kitty haviam adormecido em algumas poltronas, se apoiavam umas nas outras. Papai estava sentado próximo a elas e Rose já estava se despedindo do Sr. Bingley, não havia nem sinal de Edward por ali.
***
Já havia amanhecido, e o dia estava nublado. Só depois de alguns segundos me dei conta de que Rose ja havia levantando, então troquei a camisola rapidamente e desci para me juntar a todos e tomar o desjejum. Para minha surpresa, Alice, Kitty e Rose estavam sentadas sobre a escada lendo uma carta, e Rose tentava esconder as lágrimas que caiam sorrateiramente pelo seu rosto.
-O que houve, Rose? - perguntei
-Ele se foi, Bella, ele nunca gostou de mim.
-O que diz, irmã?
-Veja -então ela me estendeu a carta.
Era um papel borrado por causa das lágrimas que caíram sobre ele, mas mesmo assim pude ver o que estava escrito. Era uma depedida do Sr. Bingley, ele dissera que havia partido para Londres e provavelmente não voltaria nunca mais, que sentia muito e que havia sido ótimo conhecer a Rose.
Ela me olhava arrasada, então correu para o nosso quarto. Sabia que ela apenas precisava de um tempo sozinha. Sempre me dizia que o Sr. Bingley não gostava dela, mas eu sabia que aquilo não era verdade de fato, mas então por que ele tinha ido embora sem dar satisfações? Não conseguia encontrar lógica para nada daquilo. Não tinha recebido notícias de Edward desde o baile, talvez tivesse ido embora junto com o Sr. Bingley.
Tínhamos acabado de entrar na primavera, as flores estavam espalhadas por toda parte, mas apesar do cenário bonito, não estava um clima muito bom em casa. Não falávamos do Sr. Bingley há mais de um mês, Rose dizia que já o havia esquecido, mas eu sabia que não.
Mamãe tinha decidido mandá-la para Londres, não pelo fato de ser o lugar onde o Sr. Bingley estava, mas para ver se ela melhorava um pouco. Queríamos que ela se recuperasse da perda, mas mamãe também tinha esperanças de que ela conseguisse encontrar o Sr. Bingley.
Esse último mês foi bem agitado, havia acabado de receber um convite para passar algum tempo na casa de Ângela, ela tinha se casado com o Sr. Collins faz pouco tempo. Ainda me causa uma grande repulsa pensar nele, mas sabia que ela estava feliz com ele.
Arrumava as minhas malas ao mesmo tempo que Rose arrumava as dela, não seria uma partida fácil para nenhuma de nós, mas eu esperava relaxar pelo menos um tempo.
-Vou sentir tanto a sua falta, Bella. Com quem conversarei em Londres?
-Ah, Rose. Também sentirei muito a sua falta, mas tenho certeza que essa viagem irá fazer você se sentir melhor -declarei com pesar.
-Eu já o esqueci irmã, estou indo para visitar nossa tia e conhecer a cidade, apenas isso.
-Sei que sim, Rose.
***
Rose tinha acabado de subir na carroça e acenava para todos ao longe, em alguns dias ela estaria em Londres. Não demorou muito para eu também me despedir de todos e seguir viagem para casa de Ângela, que ficava a algumas milhas dali.
Em algumas horas eu já havia chegado, me encontrava em frente a uma linda casa de dois pisos, de coloração acizentada e rodeada por um belo jardim, as rosas brancas e amarelas deixavam a paisagem com um ar mais suave ainda, se é que isso era possível.
-Bella! - gritou Ângela enquanto corria ao meu encontro.
-Olá, Ângela, que saudade!
-Meu Deus, há quanto tempo não nos vemos. Tenhos tanta coisa para contar, Bella, estou tão feliz... Mas venha, entre, vou pedir para o cocheiro guardar suas bagagens.
A casa era simples, mas elegante. Era um lar que qualquer moça queria para criar seus filhos e cuidar de seu esposo. Se eu tivesse aceitado o pedido de casamento do Sr. Collins talvez estivesse morando aqui, mas sabia que não chegaria nem perto de ser tão feliz quanto Ângela estava sendo.
-Olá, querida prima Isabella, é ótimo recebê-la em minha humilde moradia. -disse o Sr. Collins fingindo uma falsa modéstia.
Mas não pude responder, pois antes disso Ângela me puxou para uma salinha no final do corredor. Ela tinha dito que ali era onde costumava passar o tempo, era uma sala pessoal, onde não seríamos interrompidas por ninguém.
Passamos horas conversando, e ela me contou tudo que andara fazendo depois que havia se casado. Estava com tanta saudade dela, nunca tinha a visto tão feliz antes.
A única coisa que nos tirou a atenção da conversa foi o forte barulho que ouvimos do lado de fora. Era um mensageiro, ele trazia uma carta de Lady Catherine de Bourgh, a mulher que patrocinava o Sr. Collins e lhe deu propriedade que ficava ao lado da paróquia, a casa que nos encontrávamos.
-Vejam só! Ela está nos convidando para ir até a sua propriadade ainda hoje, para visitá-la. Isabella, coloque o melhor vestido que tem. Você já ouviu falar de Lady Catherine, prima? - Perguntou o Sr. Collins, animado.
-Ainda não tive o prazer, querido primo. Irei me trocar, agora. Com licença.
Coloquei o melhor vestido que eu tinha, mesmo sendo muito simples, esperava que fosse o suficiente para agradar a Lady Catherine. Saímos de casa rapidamente e pelo que eles disseram, chegaráamos antes de se formar o crepúsculo.
***
Fiquei sem ação ao ver a imagem a minha frente, era praticamente um castelo, nunca tinha visto uma grama tão verde e tão bem cuidada como aquela, e mesmo se quisesse não conseguiria contar o número de janelas que haviam ali.
-Não é lindo?! Só com os vidros das janelas foi gasto mais de 10.000 libras -disse o Sr. Collins depois de um longo suspiro.
-É realmente surpreendente. -completei, admirada.
Logo que adentrei a sala pude ver que o local era ainda mais bonito por dentro, o papel de parede era de um tom dourado envelhecido, havia um grande sofá e mais duas poltronas que rodeavam uma bela mesinha de centro.
Uma senhora com uma expressão bem rude se sentava em umas das poltronas. Ela aparentava ter uns 70 anos, e era bem elegante, só depois de algum tempo pude notar uma moça sentada no canto do sofá, pelo que pude ver era parente da senhora.
-Que bom vê-la, Lady Caterine, esta é Ângela Collins, minha esposa, que a senhora já conhece, e esta é Isabella Bennet, minha prima. -disse o Sr. Collins apontando primeiramente para Ângela e depois para mim.
-É um prazer conhecê-la, senhora. -eu disse e ela simplesmente acenou com a cabeça.
Rapidamente passei meu olhar pela sala, mas ele parou rapidamente em um determinado local.
Não. Eu não podia acreditar, nem em meus pesadelos esperava encontrá-lo aqui, havia tanto tempo que eu não o via, desde o baile, ele tinha saído sem ao menos dar uma explicação e agora estava parado a apenas alguns metros de mim.
-Olá, Srta. Bennet -Ele disse simplismente.
-Edward, digo, Sr. Cullen.... O que faz aqui? - Perguntei ainda atordoada.
-Vejo que ja conhece meu sobrinho Srta. Bennet. - disse Lady Catherine.
(Continua...)
COMENTÁRIO DE KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY
Este foi o capítulo mais rápido que nossa autora já escreveu. Duas horas, no máximo. Eu cronometrei, hehe. E betei o mais rápido que pude.
Sempre a postos quando faltar inspiração,
Afetuosamente,
Eu.
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
CAPÍTULO 5
Seria nosso último dia naquele lugar, pelo menos era o que eu esperava. Todos foram muito hospitaleiros, mas Victória me dava naúseas e eu realmente estava começando a ficar com raiva do jeito autoritário do Sr. Cullen, porém não tinha como negar: Sr. Bingley havia tratado minha irmã como nunca fora tratada por ninguém, de uma forma muito... diferente.
Estávamos sentados tomando café enquanto Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entrou anunciando:
-Sra. Bennet, Srta. Bennet, Srta. Bennet e Srta. Bennet estão aqui!
- Por Deus! Vieram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.
Um tempo depois estávamos sentados no sofá. Não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente, para falar a verdade...
- Mas que bela casa, Sr. Bingley, tão luxuosa! - Falou mamãe depois de um longo suspiro.
- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.
- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.
-Alice! Isso lá são modos?!? - Falei indignada com sua ousadia.
- Não há problema algum, Isabella, quem sabe eu até faça um, Srta. Bennet. - Respondeu Sr. Bingley.
Alice deu pulinhos na cadeira de felicidade.
***
Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras já se encontravam na carruagem.
- Foi uma prazer conhecê-la, Srta. Bingley, espero que nos vejamos mais vezes.
- Digo o mesmo, Sr. Bennet. - Disse ela me cumprimentando formalmente antes de ir para perto de seu irmão.
- Passar bem, Sr. Cullen
- Espero que tenha uma boa viagem de volta, Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.
Eu fiquei em choque. Não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida. Ele sempre foi tão rude comigo... Como um homem pode ser tão misterioso?
***
Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tínhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influência de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pela cozinha.
- Meninas, o primo de vocês virá jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias aqui hospedado. Já mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.
Estava de noite, e nós nos encontrávamos todas sentadas mesa esperando o tal primo, quando a campainha tocou.
- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.
Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.
- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.
- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe, ofendida.
- Hm... - Ele simplesmente disse.
O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.
Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorducho, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.
Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve. Além do mais, sentia que a visita dele não er somente para visitar a família. Ele não parecia ser o tipo de homem que perderia seu tempo com futilidades.
Na sala estavam todos conversando. O chá já estava sendo servido quando o Sr. Jasper entrou pela sala.
- Queria pedir que me deixassem falar com minha prima Isabella, a sós. - Pediu.
Como? O que será que ele estava pretendendo?!
Ah, não! Só podia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz... não seria...
- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Levante-se dessa cadeira, Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.
- Não papai, por favor não vá embora... - supliquei
- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.
- Sinto muito, Isabella. - Ele falou se retirando da sala, aparentemente triste.
- Isabella, pude ver o quão adorável a senhorita é na semana que passei aqui... Como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira, além da senhorita.
- Sr. Jasper, por favor não me peça isso!
- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?
Eu estava atordoada. Sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de extrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.
- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca
íriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o senhor, é comigo.
Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, já que elas ouvem tudo de atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritível, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.
Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação.
Fui seguida por mamãe que estava soluçando de tanto chorar e papai a acompanhava.
- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como esposa! - Gritou mamãe.
-Desculpe-me, mãe. Mas eu não posso fazer isso.
- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você!
Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.
- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.
- Obrigada papai!
***
O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas já estava começando a ceder. Eu e Rose estávamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, que era bem parecido com o de Rose. Em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.
A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.
Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.
- Me dá a honra da próxima dança, Srta. Bennet? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.
- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.
Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.
- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.
- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.
A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversávamos sobre coisas banais, mas sem nunca perder o foco. Era mal visto o contato direto entre mulheres e homens, assim como conversas particulares, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançávamos.
A música acabou, eu já ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos que ficava próximo a escada. Não tinha ninguém ali, e eu não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.
- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - disse O Sr. Cullen.
- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.
- Me chame apenas de Edward.
- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.
- Só Edward.
-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.
- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.
- O que pretende? - perguntei.
- Isto. - ele simplesmente disse, antes de me prender com seus braços na parede.
Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos dos pés até os meus cabelos. Nossos lábios se moviam suavemente, seguindo um ritmo perfeito.
Naquele momento não estávamos ligando para o que era permitido ou não, estávam somente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.
(Continua...)
***
AGORA COM VOCÊS... KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY
Flávia, esse capítulo foi o melhor de todos. E realmente, sua escrita mudou muito do primeiro até esse capítulo, está mais coerente e não precisa de tantos ajustes quanto os outros.
Seu modo de descrever a impertinência do Sr. Cullen foi bastante interessante e convincente, além do beijo deles ter sido... indescritível. Eu gostei muito.
Espero ansiosamente pelo próximo, e HAHA morram de inveja, eu leio primeiro!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Afetuosamente,
Eu.
Estávamos sentados tomando café enquanto Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entrou anunciando:
-Sra. Bennet, Srta. Bennet, Srta. Bennet e Srta. Bennet estão aqui!
- Por Deus! Vieram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.
Um tempo depois estávamos sentados no sofá. Não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente, para falar a verdade...
- Mas que bela casa, Sr. Bingley, tão luxuosa! - Falou mamãe depois de um longo suspiro.
- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.
- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.
-Alice! Isso lá são modos?!? - Falei indignada com sua ousadia.
- Não há problema algum, Isabella, quem sabe eu até faça um, Srta. Bennet. - Respondeu Sr. Bingley.
Alice deu pulinhos na cadeira de felicidade.
***
Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras já se encontravam na carruagem.
- Foi uma prazer conhecê-la, Srta. Bingley, espero que nos vejamos mais vezes.
- Digo o mesmo, Sr. Bennet. - Disse ela me cumprimentando formalmente antes de ir para perto de seu irmão.
- Passar bem, Sr. Cullen
- Espero que tenha uma boa viagem de volta, Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.
Eu fiquei em choque. Não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida. Ele sempre foi tão rude comigo... Como um homem pode ser tão misterioso?
***
Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tínhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influência de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pela cozinha.
- Meninas, o primo de vocês virá jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias aqui hospedado. Já mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.
Estava de noite, e nós nos encontrávamos todas sentadas mesa esperando o tal primo, quando a campainha tocou.
- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.
Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.
- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.
- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe, ofendida.
- Hm... - Ele simplesmente disse.
O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.
Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorducho, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.
Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve. Além do mais, sentia que a visita dele não er somente para visitar a família. Ele não parecia ser o tipo de homem que perderia seu tempo com futilidades.
Na sala estavam todos conversando. O chá já estava sendo servido quando o Sr. Jasper entrou pela sala.
- Queria pedir que me deixassem falar com minha prima Isabella, a sós. - Pediu.
Como? O que será que ele estava pretendendo?!
Ah, não! Só podia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz... não seria...
- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Levante-se dessa cadeira, Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.
- Não papai, por favor não vá embora... - supliquei
- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.
- Sinto muito, Isabella. - Ele falou se retirando da sala, aparentemente triste.
- Isabella, pude ver o quão adorável a senhorita é na semana que passei aqui... Como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira, além da senhorita.
- Sr. Jasper, por favor não me peça isso!
- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?
Eu estava atordoada. Sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de extrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.
- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca
íriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o senhor, é comigo.
Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, já que elas ouvem tudo de atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritível, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.
Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação.
Fui seguida por mamãe que estava soluçando de tanto chorar e papai a acompanhava.
- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como esposa! - Gritou mamãe.
-Desculpe-me, mãe. Mas eu não posso fazer isso.
- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você!
Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.
- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.
- Obrigada papai!
***
O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas já estava começando a ceder. Eu e Rose estávamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, que era bem parecido com o de Rose. Em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.
A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.
Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.
- Me dá a honra da próxima dança, Srta. Bennet? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.
- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.
Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.
- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.
- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.
A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversávamos sobre coisas banais, mas sem nunca perder o foco. Era mal visto o contato direto entre mulheres e homens, assim como conversas particulares, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançávamos.
A música acabou, eu já ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos que ficava próximo a escada. Não tinha ninguém ali, e eu não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.
- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - disse O Sr. Cullen.
- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.
- Me chame apenas de Edward.
- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.
- Só Edward.
-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.
- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.
- O que pretende? - perguntei.
- Isto. - ele simplesmente disse, antes de me prender com seus braços na parede.
Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos dos pés até os meus cabelos. Nossos lábios se moviam suavemente, seguindo um ritmo perfeito.
Naquele momento não estávamos ligando para o que era permitido ou não, estávam somente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.
(Continua...)
***
AGORA COM VOCÊS... KARLA KIZEM - A BETA FÃ DO DARCY
Flávia, esse capítulo foi o melhor de todos. E realmente, sua escrita mudou muito do primeiro até esse capítulo, está mais coerente e não precisa de tantos ajustes quanto os outros.
Seu modo de descrever a impertinência do Sr. Cullen foi bastante interessante e convincente, além do beijo deles ter sido... indescritível. Eu gostei muito.
Espero ansiosamente pelo próximo, e HAHA morram de inveja, eu leio primeiro!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Afetuosamente,
Eu.
Capítulo 5
Seria nosso último dia naquele lugar, pelo menos é o que eu esperava. Todos eram muito hospitaleiros, mas Victória me dava naúseas e realmente estava começando a ficar com raiva do jeito autoritario do Sr. Cullen, porém não tinha como negar, Sr. Bingley havia tratado minha irmã como nunca fora tratada por ninguém, de uma forma um tanto... diferente.
Estavamos sentados tomando café, Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entra anunciando:
-Sra. Bennet, Sra. Bennet, Sra. Bennet e Sra. Bennet estam aqui!
- Por Deus! Vinheram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.
Um tempo depois estavamos sentados no sofá, não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente para dizer a verdade.
- Mas que bela casa Sr. Bingley, tão luxuosa. - Falou mamãe depois de um longo suspiro.
- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.
- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.
-Alice! Isso lá são modos irmã?!? - Falei indignada com sua ousadia.
- Não há problema algum Isabella, quem sabe eu faça um, Alice. - Respondeu Sr. Bingley.
***
Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras ja se arrumavam na carroça ( é carroça mesmo karla?).
- Foi uma prazer conheçe-la Victória, espero que nos vejamos mais vezes.
- Digo o mesmo Isabella. - Disse ela me comprimentando formalmente antes de ir para perto se seu irmão.
- Passar bem Sr. Cullen
- Espero que tenha uma boa viagem Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.
Eu simplismente fiquei em choque, não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida, ele sempre foi tão rude comigo, como um homem pode ser tão misterioso?
***
Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tinhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influencia de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pelo cozinha.
- Meninas, o primo de vocês irá vir jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias. Ja mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.
Estava de noite, estavamos todas sentadas á mesa o esperando. Quando a campainha tocou.
- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.
Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.
- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.
- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe.
- Hm... - Ele simplismente disse.
O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.
Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorduxo, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.
Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve.
Na sala estavam todos calmos, tinham acabado de me servir de café quando o Sr. Jasper entrou pela sala.
- Queria pedir que me deixassem falar com Isabella, a sós. - Pediu.
Como? Só pidia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz...
- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Se levante dessa cadeira Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.
- Não papai, por favor não se levante desta cadeira. - supliquei
- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.
- Sinto muito Isabella. - Ele falou se retirando da sala.
- Isabella, pude ver o quão adorável você na semana em que passei aqui, como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira.
- Sr. Jasper, por favor não me pea isso!
- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?
Nossa, eu estava atordoada, eu sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de estrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.
- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca iriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o Senhor, é comigo.
Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, ja que elas estavam ouvindo tudo atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritivel, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.
Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação, fui seguida por mamãe que estava fingindo um choro, papai a acompanhava.
- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como espeso. - Gritou mamãe.
-Desculpe, mas eu não posso fazer isso.
- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você.
Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.
- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.
- Obrigada papai!
***
O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas ja estava começando a ceder, eu e Rose estavamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, era bem parecido com o de Rose, em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.
A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.
Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.
- Me da a honra da próxima dança Isabella? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.
- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.
Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.
- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.
- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.
A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversavamos sobre coisas sem sentido, mas sem nunca perder o foco. Era proibido contato direto entre mulheres e homens, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançavamos.
A música acabou, eu ja ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos, ficava próximo a escada e não tinha ninguém ali, não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.
- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - O Sr. Cullen.
- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.
- Me chame apenas de Edward.
- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.
- Só Edward.
-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.
- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.
- O que pretende? - perguntei
- Isto. - ele simplismente disse antes de me prender com seus braços na parede.
Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos até o retante de meu corpo, nossos lábios se moviam delicadamente, seguindo um ritmo perfeito, naquele momento não estavamos ligando para o que era permitido ou não, estavamos simplismente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.
(continua...)
Estavamos sentados tomando café, Rose terminava de arrumar suas coisas lá em cima, quando o mordomo entra anunciando:
-Sra. Bennet, Sra. Bennet, Sra. Bennet e Sra. Bennet estam aqui!
- Por Deus! Vinheram todas, será que duas não bastavam? - Pude ouvir Victória susurrando.
Um tempo depois estavamos sentados no sofá, não conseguia entender o que mamãe veio fazer aqui com minhas irmãs, elas nem se importavam que Rose havia ficado doente para dizer a verdade.
- Mas que bela casa Sr. Bingley, tão luxuosa. - Falou mamãe depois de um longo suspiro.
- Seria ideal para um baile, adoro bailes! - Exclamou Alice entusiasmada.
- Por que não faz um baile aqui? - Perguntou novamente.
-Alice! Isso lá são modos irmã?!? - Falei indignada com sua ousadia.
- Não há problema algum Isabella, quem sabe eu faça um, Alice. - Respondeu Sr. Bingley.
***
Ja estavamos todas de saída, Rose estava terminando de se despedir e todas as outras ja se arrumavam na carroça ( é carroça mesmo karla?).
- Foi uma prazer conheçe-la Victória, espero que nos vejamos mais vezes.
- Digo o mesmo Isabella. - Disse ela me comprimentando formalmente antes de ir para perto se seu irmão.
- Passar bem Sr. Cullen
- Espero que tenha uma boa viagem Isabella. - Ele respondeu enquanto pegava minha mão e me levava até a carruagem.
Eu simplismente fiquei em choque, não era muito comum uma mulher ser tocada por um homem, nem se fosse um toque simples de mãos. Um rápido tremor se passou pelo meu corpo todo, despertando um certo ar de dúvida, ele sempre foi tão rude comigo, como um homem pode ser tão misterioso?
***
Haviam se passado dois dias desde nossa chegada, tinhamos acabado de receber o convite para o baile na casa do Sr. Bingley, que seria feito por influencia de Alice, que agora se encontrava pulando desesperadamente pelo cozinha.
- Meninas, o primo de vocês irá vir jantar conosco, ele provavelmente ficará alguns dias. Ja mandei prepararem o jantar, mas peço que se comportem bem, ele é a única salvação para nossa familía! - Falou mamãe.
Estava de noite, estavamos todas sentadas á mesa o esperando. Quando a campainha tocou.
- Olá, quanto tempo Sr. Jasper, entre. - Disse mamãe.
Ele entrou e se sentou ao lado de Rose, a mesa estava magnifica, mamãe estava fazendo de tudo para passar uma boa impressão.
- Que belo jantar, a qual de minhas primas devo parabenizar pela maravilhosa salada? - Perguntou o Sr. Jasper.
- Podemos pagar muito bem uma empregada para cozinhar, Sr. Bingley. - Respondeu mamãe.
- Hm... - Ele simplismente disse.
O restante do jantar se passou "calmo", fora algumas vezes que eu não pude me controlar e acabei deixando comentários inadequados, tudo se passou normalmente.
Havia algo estranho com o Sr. Jasper, ele era estranho, além de ser um palmo mais baixo que eu, ele tinha um cabelo bem preto e era bem gorduxo, algo que o fazia lembrar um camundongo gordo.
Ja tinha passado uma semana que o Sr. Jasper estava em nossa casa, se não fosse pela necessidade de ele estar ali, não o suportaria mais, seus comentários eram sempre sobre a mesma coisa, a mansão que iria ganhar em breve.
Na sala estavam todos calmos, tinham acabado de me servir de café quando o Sr. Jasper entrou pela sala.
- Queria pedir que me deixassem falar com Isabella, a sós. - Pediu.
Como? Só pidia ser alguma brincadeira de mamãe, ele não seria capaz...
- Vamos meninas, deixem que os dois conversem. Se levante dessa cadeira Sr. Bennet, agora! - Disse mamãe enquanto se retirava muito rápido da sala.
- Não papai, por favor não se levante desta cadeira. - supliquei
- Sr. Bennet! - Insistiu mamãe.
- Sinto muito Isabella. - Ele falou se retirando da sala.
- Isabella, pude ver o quão adorável você na semana em que passei aqui, como pastor, tenho o dever de me casar e acho que não haveria melhor mulher no mundo que pudesse se tornar minha companheira.
- Sr. Jasper, por favor não me pea isso!
- Isabella Marie Bennet, daria a honra de se tornar minha mulher?
Nossa, eu estava atordoada, eu sei que se aceitasse iria salvar minha familía da falência, mas eu nunca iria ser feliz me casando com ele. Num ato de estrema covardia tentei fugir, mas ele não permitiu, me parando com suas mãos.
- Sr. Jasper, eu não sei como posso lhe falar isso, mas eu não aceito. Nunca iriamos ser felizes juntos. É... o problema não é com o Senhor, é comigo.
Então corri para fora da sala, quando abri a porta vi todas as minhãs irmãs e mamãe dispencarem, o que era normal, ja que elas estavam ouvindo tudo atrás da porta. Mamãe estava com uma cara indescritivel, um misto de raiva e incredibilidade, enquanto Alice e Kitty morriam de rir.
Saí desesperada em direção ao lago que ficava próximo de casa, estava me sentindo sufocada com aquela agitação, fui seguida por mamãe que estava fingindo um choro, papai a acompanhava.
- Isabella, ordeno que volte para aquela casa e aceite o pedido do Sr. Jasper, se é que ele ainda vai te querer como espeso. - Gritou mamãe.
-Desculpe, mas eu não posso fazer isso.
- Se você não aceitar, nunca mais será minha filha, menina malcriada, tinha a chance de salvar sua familía, nunca mais irei olhar pra você.
Tentei buscar o apoio de papai com os olhos, ele sempre me apoiou.
- E se você aceitar o pedido, eu que nunca mais olharei pra você. - Falou papai depois de um tempo.
- Obrigada papai!
***
O baile seria está noite, mamãe não falava comigo a dias, mas ja estava começando a ceder, eu e Rose estavamos nos arrumando, ela prendia pequenas flores brancas ao redor de meu cabelo, que estava preso em um coque. Meu vestido era de seda e branco, com algumas rendas espalhadas pelas mangas curtas, era bem parecido com o de Rose, em bailes particulares todas as moças usavam roupas brancas, diferente dos bailes públicos.
A noite estava magnifica, o lugar estava decorado com flores brancas. Carruagens paravam em todos os lugares e de dentro delas saiam moças com vestidos maravilhosos, estava me sentindo deslocada ali.
Rose foi pedida para dançar logo que adentrou o local, pelo Sr. Bingley é claro. Não sabia onde estavam Alice e Kitty, mas não demorou muito tempo até que eu encontrasse Ângela.
- Me da a honra da próxima dança Isabella? - perguntou o Sr. Cullen, se posicionando entre Ângela e eu.
- Claro, Sr. Cullen. - Respondi sem pensar.
Então ele se afastou, depois de responder é que percebi o que tinha feito.
- Você acabou de aceitar o convite dele, não o detestava? - Perguntou Ângela.
- Eu o detesto. Não sei por que aceitei.
A dança começou, O Sr. Cullen me guiou suavemente até a pista de dança, mantinhamos o ritmo tranquilamente, aquela era minha dança favorita. Como da primeira vez que dançamos, era algo... intenso, conversavamos sobre coisas sem sentido, mas sem nunca perder o foco. Era proibido contato direto entre mulheres e homens, por isso a melhor hora para conversar era enquanto dançavamos.
A música acabou, eu ja ia me despedir, mas ele foi mais rápido, me puxou rapidamente para um corredor afastado de todos, ficava próximo a escada e não tinha ninguém ali, não conseguia entender o que ele estava pretendendo, acho que isso ficou claro pela minha cara de indignação.
- Isabella, desculpe se eu te tratei de uma forma rude algumas vezes, não era minha intenção. - O Sr. Cullen.
- Não me senti ofendida, Sr. Cullen.
- Me chame apenas de Edward.
- Mas... - Tentei falar, mas ele foi mais rápido.
- Só Edward.
-Tudo bem, apesar de ser considerado falta de respeito por todos, enfim, não podemos estar aqui, acho melhor voltarmos para o salão.
- Eu sei que não podemos, mas também não podemos fazer o que pretendo agora.
- O que pretende? - perguntei
- Isto. - ele simplismente disse antes de me prender com seus braços na parede.
Suas mãos foram levadas ao meu rosto e pude sentir os seus lábios roçando nos meus, era uma sensação única, tremores foram sendo espalhados da ponta de meus dedos até o retante de meu corpo, nossos lábios se moviam delicadamente, seguindo um ritmo perfeito, naquele momento não estavamos ligando para o que era permitido ou não, estavamos simplismente vivendo o momento, sendo apenas, Edward e Isabella.
(continua...)
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